O QUE É HIPNOSE ?
A hipnose tem várias definições:
1. A Hipnose é imaginação guiada: o hipnotizador ou outra pessoa ou a própria pessoa (na auto-hipnose) atua como guia para uma experiência, vista como uma fantasia.
2. A Hipnose é um estado de consciência alterado natural. A pessoa entra no estado hipnótico, um estado diferente do estado “normal” através de um processo natural não envolvendo a ingestão de drogas ou outros tratamentos físicos.
3. Hipnose é um estado relaxado com maior receptividade a sugestões. A pessoa entra num estado de grande relaxamento físico e mental e subseqüentemente fica mais responsiva a sugestões. Em outras palavras, Hipnose é “imaginação acreditada”.
4. Hipnose é um estado de intensa concentração, focalizando e maximizando o envolvimento com uma única idéia ou um estímulo sensorial de cada vez.
5. A Hipnose Clínica é um processo de comunicação e influência interpessoal. O hipnoterapeuta é o componente específico que permite que a experiência subjetiva do cliente seja alterada para que a influência terapêutica aconteça. Abordando a Hipnose do ponto de vista interacional, a ênfase é colocada em ser um bom comunicador. O que significa ser capaz de reconhecer os estilos de pensamento do outro e ter a competência de organizar a sua comunicação para maximizar as chances de ser compreendido em um ou mais níveis de tal maneira que ela seja benéfica ao outro. A comunicação terapêutica é aquela que, de alguma maneira, influencia a pessoa que está sofrendo para sentir e se comportar de maneira diferente que seja mais adaptada, adequada e benéfica.
Segundo o hipnoterapeuta americano Daniel Araoz, hipnose é a experiência de uma nova consciência do self, baseada principalmente no uso da fantasia ou imaginação, que facilita uma atenção modificada e concentrada que permite ao sujeito a se engajar em novas maneiras de pensar e experienciar novas possibilidades de autocontrole. No contexto terapêutico, ela ajuda o cliente a atingir metas individuais ao aceitá-las como possíveis e atingíveis. A Hipnose também facilita a conexão de sofrimentos atuais com experiências passadas ajudando o cliente a tomar consciência dos fatores que moldaram sua personalidade.
Bernheim em 1916 afirmou: “Hipnose não existe. O que existe é uma interação entre um dado contexto e a capacidade do sujeito para responder a esse contexto.” Portanto, ele não aceitava qualquer definição de Hipnose como final ou definitiva.
O que é a hipnose clínica?
Quando se usa a hipnose para tratar um problema físico ou psicológico, chamamos o processo de hipnose clínica ou de hipnoterapia. A hipnose pode ser definida como um estado alterado de consciência ou percepção. Em termos simples, a hipnose é um estado de profundo relaxamento no qual o consciente e o inconsciente do paciente podem ser focalizados por ficarem mais receptivos à sugestão terapêutica.
Quase todo mundo já experimentou alguma forma de hipnose em algum momento da sua vida. Pense numa vez em que você dirigia em uma estrada e se pegou, por um breve momento, inconsciente daquilo que estava fazendo, ou uma vez em que estava tão envolvido em um programa de televisão que nem se deu conta quando alguém entrou na sala. Na verdade, toda hipnose é auto-hipnose e o paciente está sempre no controle. Não há nada a temer, porque a hipnose é um processo completamente seguro quando é usada profissionalmente. O relaxamento que você vai experimentar será agradável e regenerador.
Em que problemas emocionais ou físicos a hipnose pode ser usada?
Na Psicologia: tabagismo, emagrecimento, fobias, depressão, ansiedade, problemas sexuais, alcoolismo, problemas de fala, terapia de regressão de idade, dores crônicas, auto-estima e fortalecimento do ego e melhoras na concentração ou memória.
Na Medicina: psiquiatria, anestesia e cirurgia, doenças psicossomáticas, ginecologia e obstetrícia, controle de sangramento, tratamento de queimaduras, dermatologia, pediatria (enurese noturna, pesadelos, timidez e adaptação), controle da dor, controle de vícios etc.
Na Odontologia: medo de ir ao dentista, cirurgia odontológica, bruxismo, controle de sangramento, controle da salivação excessiva e da dor etc.
Há condições físicas ou emocionais nas quais não está indicado o tratamento pela hipnose?
O profissional encarregado deve tomar a decisão quanto à aplicabilidade do tratamento da hipnose. Ele deve obter um histórico completo do paciente para determinar se existem condições físicas ou emocionais que contra-indiquem o uso da hipnose. Em certos problemas emocionais severos, como a psicose e estados “borderline”, a hipnoterapia pode ser inadequada, bem como em certas condições físicas que possam mascarar uma doença orgânica.
O que acontece se eu não conseguir sair do transe hipnótico?
Nas mãos de um hipnólogo qualificado, não haverá perigo nenhum na utilização da hipnose. Como o paciente está no controle, não há dificuldade em sair do estado hipnótico. O hipnólogo fará um histórico completo antes de usar a hipnose e, se existir qualquer contra-indicação ao seu uso, outro tratamento será indicado.
Posso aprender a me hipnotizar?
Toda hipnose é auto-hipnose. O profissional assume o papel de agente ou instrutor para ajudá-lo a conseguir este estado agradável. Alguns hipnólogos gravam fitas para seus pacientes, para serem usadas entre as sessões ou no lugar de sessões repetitivas. Um bom exemplo é o uso da hipnose no tratamento de dores crônicas, onde muitas vezes, fitas são usadas pelo paciente conforme a sua necessidade.