
Há algum tempo, guardo dentro de mim uma frase sobre a qual penso todos os dias. Não sei quem foi o autor, mas agradeço muito a ele mesmo sem saber.
“O coração sabe, mas não fala. A mente fala, mas não sabe”. Pensem alguns instantes sobre isso antes de continuarmos…
Não sei para vocês, mas para mim essa frase é muito profunda e procuro aplicá-la todos os dias. Quanto mais penso, mas consigo aprender algo sobre ela.
A lição mais importante que tirei para mim e que talvez sirva para você é que precisamos aprender a deixar nosso coração guiar a nossa mente.
Depois de muito pensar e aplicar no meu dia a dia, percebo que, de alguma forma, o nosso coração sempre sabe o que é melhor para nós. É como se ele estivesse conectado com algo maior que pode ser o Universo, pode ser Deus ou a Natureza. Ele sente muito além dos nossos olhos e dos nossos conhecimentos, percebe coisas que só vamos comprovar muito tempo depois. Como ele faz isso? Essa parte ainda preciso refletir mais para chegar a resposta. Quando chegar lá compartilho com todos, mas se vocês chegarem primeiro, compartilhem tambémJ
Disso tudo sabe o que é mais engraçado? A maioria de nós, de alguma forma, sabe ou sente isso e faz justamente o oposto, ou seja, deixa a mente guiar o coração.
E qual é o resultado dessa segunda escolha? Normalmente algumas alegrias… e algumas tristezas também. Sabe o porquê?
Por maior que seja o conhecimento de uma pessoa ainda é muito limitado em relação ao Universo que vivemos. É como se nossa mente, conforme aprendemos durante a vida, acessasse níveis de “verdades relativas” que vão crescendo conforme o conhecimento, mas continuam pequenas em relação ao todo. Já o nosso coração consegue acessar a “verdade absoluta” ou pelo menos um nível de “verdade relativa” muito além da nossa imaginação.
Quando fazemos a primeira escolha, ou seja, deixamos nosso coração guiar nossa mente e, conseqüentemente, nossa vida, a certeza do sucesso nas escolhas é garantida. Às vezes demora um pouco, mas sempre alcançamos. O que acontece é que, mesmo quando deixamos nosso coração guiar nossa mente, queremos as coisas no tempo da nossa mente e não do nosso coração e mais uma vez é este último que sabe o tempo certo, é ele que sabe quando realmente estaremos prontos para alcançar o que queremos e qual o melhor caminho para chegarmos lá.
Portanto, deixe seu coração guiar sua mente, experimente isso, talvez essa simples mudança de ordem possa fazer uma grande diferença no final…
Isso tudo são só algumas coisas que tenho aplicado em minha vida e que talvez sirva para você também. A única coisa que peço é para analisar com carinho o que está acima descrito. Se não servir, jogue fora, mas se servir use na sua vida e passe adiante, afinal, nessa vida vale o que fazemos pelos outros, pois o que fazemos por nós é obrigação.
Até a próximaJ
Contato com o autor: lmfelippe@click21.com.br
julho 10th, 2009 às 2:00
Marcelo, minha vivência me amadureceu muito e também me ensinou muito sobre nossas imperfeições. Como? Aprendi que no coração convivem 2 “eus” que, quando alinhados, realmente fazem uma grande diferença no final: o “eu emoção” e o “eu essência”.
O “eu emoção” muitas vezes nos conduz ao tropeço, porque é a parte do coração (muitas vezes ansiedade, medo, dúvidas…) que se deixa ser embaraçado pela razão e acaba abafando a voz de nosso “eu essência”. Mas este, em sua verdade absoluta, vez por outra se faz ouvir, ainda que muito fraquinha seja sua voz. Mas quando o “eu emoção” cansa de buscar e não alcançar, forçosamente (ou não) escuta o “eu essência” e com este se alinha. Então alcançamos a serenidade do tempo e da certeza do sucesso nas escolhas, muito embora as respostas só nos cheguem muito tempo depois.
A essência está além da emoção, e ambas estão no coração. A essência é pura, é conectada com o UniVerso, o Uno, a verdade absoluta. E é lá que reside nosso verdadeiro “eu” e nossa felicidade.
Não conhecia a frase que vc apresentou. A trarei comigo e, com certeza, me ensinará muito mais, me ajudará a enxergar muito mais profundo dentro de mim. Obrigada.
Bjos no coração, Elisa.